Pular para o conteúdo principal

FARÓIS: o brasileiro precisa aprender a andar ACESO

www.detran.al.gov.br

No último dia 24 de maio de 2016, foi publicada a Lei nº 13.290, de 23 de maio do mesmo ano, a qual, em um único artigo, alterou o inciso I do art. 40 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 – Código de Trânsito Brasileiro –, fazendo inserir a seguinte determinação: “I - o condutor manterá acesos os faróis do veículo, utilizando luz baixa, durante a noite e durante o dia nos túneis providos de iluminação pública e nas rodovias;”
A partir da entrada em vigor da referida lei, os motoristas que transitarem por túneis e rodovias brasileiras deverão manter os faróis acesos, em luz baixa, observando ainda que, na hipótese de descumprimento, poderão sofrer a penalidade de multa, no valor de R$ 85,13 (oitenta e cinco reais e treze centavos), acrescida da perda de 4 (quatro) pontos na sua Carteira Nacional de Habilitação – CNH.
Confesso que, de início, não entendi bem qual o verdadeiro objetivo de um comando legal atribuindo a citada obrigatoriedade, embora já tivesse ouvido falar, bem como constatado que, durante viagens, a utilização de faróis acesos facilita a visualização e, principalmente, possibilitada uma maior certeza da aproximação do veículo que vem em sentido inverso.
Mesmo assim, logo fiz o seguinte questionamento: será que para fazer com que os brasileiros passassem a acender os faróis durante o dia seria necessário uma lei, acompanhada da previsão das penalidades de multa e de perda de pontos na CNH? Ou uma simples campanha educativa, apontado a importância e sugerindo o uso resolveria? Afinal, a atitude é tão simples que certamente poderia dispensar a edição de uma lei.
Além disso, o ato de esquecer também não deveria ser acompanhado de uma pena, ou melhor, duas, na medida em que, além da multa, o motorista esquecido também perderá 4 (quatro) pontos na carteira.
A impressão que temos é que somente através da força, do medo de ser penalizado financeiramente e da ameaça de ser impedido de dirigir, acaso o somatório dos pontos atinjam o número de 20 (vinte), em um período de 12 meses, farão com que os brasileiros passem a andar ACESOS.
Será que tudo isso é porque não temos costume de obedecer regras?
Também chamou a atenção as piadas surgidas nas redes sociais e até mesmo uma mensagem indicando que o Supremo Tribunal Federal havia suspendido a eficácia da referida lei, em que pese a notícia não ser verdadeira.
De todo modo, levando em conta que a cidade de Natal é cortada por rodovias estaduais (Via Costeira, Rota do Sol, Avenida João Medeiros Filho, dentre outras) e federais (BR-101 e BR-406), precisamos ficar literalmente ACESOS. Talvez a melhor prática seja passar a usar os FARÓIS em luz baixa durante qualquer tipo de circulação do veículo.
E, o principal, caso o seu veículo não apague os FARÓIS ou avise que os mesmos permanecem ACESOS quando da retirada da chave da ignição, muito cuidado para não perder ou descarregar a bateria.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

VOCÊ COSTUMA CUMPRIR REGRAS?

www.culturamix.com Após alguns meses sem contato com os leitores, seja por envolvimento na reta final da dissertação ou até mesmo em assuntos profissionais e familiares, é hora de restabelecer as nossas conversas semanais. Afinal, embora semanalmente constasse na minha agenda o compromisso da escrita, permiti que a vida impedisse o exercício de tão importante hábito. Como os leitores desse espaço sabem, a criação do referido blog fez parte de um desafio lançado pelo meu orientador do mestrado, o Professor Kleber Nóbrega, com o objetivo específico de estimular a escrita, método que, segundo ele, facilitaria a elaboração da minha dissertação. Hoje, após 5 (cinco) meses da defesa da dissertação que possuiu o título PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA NO PAÍS, afirmo, claramente, como o exercício semanal facilitou a escrita. Agora é hora de cumprir as outras metas no campo acadêmico, razão pela qual senti a necessidade de restabelecimento do contato sema...

Retrospectiva: é hora de planejar 2016

www.finamax.com.br Conforme já deve ter sido percebido, tenho costumado iniciar os artigos com uma pequena indagação. Para manter o padrão, apresento mais uma: em algum momento de 2015 você parou para planejar a sua vida? Independente da resposta positiva ou negativa, interessante uma nova provocação: que tal planejar a sua vida para o ano de 2016? Talvez um bom começo seja fazendo uma retrospectiva do ano de 2015, providência que certamente facilitará o planejamento do ano de 2016. Em artigo anterior, externei a preocupação com o tempo, destacando a sensação de que o mesmo sempre está sendo considerado curto por todos ou até mesmo rápido demais, ao ponto de se imaginar que amanhecer e anoitecer estão ficando cada vez mais próximos. Há alguns anos costumo aproveitar o mês de dezembro para fazer coisas que, certamente, durante a correria do ano, não me permito realizar. Ficar mais tempo em casa, fazer programas que me deixe mais próximo dos meus filhos, da minha esposa e do...

É possível escrever correndo?

Conforme tenho apontado ultimamente, escrever requer concentração, direcionamento e, principalmente, hábito. Embora saiba que alguns nascem com certa facilidade, descritas por outros como “dom”, o fato é que todos aqueles que tenham interesse em escrever, deverão buscar exercitar a referida prática. A partir de tais conceitos poderão surgir outros questionamentos, dentre eles: qual o melhor momento para escrever? Pela manhã, pela tarde ou pela noite? Em casa, no trabalho, em um café, em uma biblioteca? Isolado de tudo e de todos? Em uma praia, em uma fazenda? Enfim, existe algum momento especial para isso? Como advogado, aprendi que o melhor momento para escrever, especialmente peças processuais, é aquele anterior ao vencimento do prazo. Ou seja, às vezes com antecedência, outras vezes em cima da hora do encerramento do expediente forense. O mais importante é que a meta é cumprir o prazo, sendo o momento mais adequado aquele em que os elementos necessários à confecção da defesa...