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VOCÊ COSTUMA CUMPRIR REGRAS?

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Após alguns meses sem contato com os leitores, seja por envolvimento na reta final da dissertação ou até mesmo em assuntos profissionais e familiares, é hora de restabelecer as nossas conversas semanais. Afinal, embora semanalmente constasse na minha agenda o compromisso da escrita, permiti que a vida impedisse o exercício de tão importante hábito.
Como os leitores desse espaço sabem, a criação do referido blog fez parte de um desafio lançado pelo meu orientador do mestrado, o Professor Kleber Nóbrega, com o objetivo específico de estimular a escrita, método que, segundo ele, facilitaria a elaboração da minha dissertação.
Hoje, após 5 (cinco) meses da defesa da dissertação que possuiu o título PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA NO PAÍS, afirmo, claramente, como o exercício semanal facilitou a escrita.
Agora é hora de cumprir as outras metas no campo acadêmico, razão pela qual senti a necessidade de restabelecimento do contato semanal e já inicio com uma indagação: VOCÊ COSTUMA CUMPRIR REGRAS?
Nos últimos tempos, temos visto posições e opiniões estremas sobre tudo e todos, razão pela qual parei para fazer algumas reflexões, envolvendo, naturalmente, o passado, o presente e o futuro. Coincidência ou não, sempre tenho verificado a nossa dificuldade no cumprimento de regras.
Será que isso se deve ao fato de estarmos perdendo o hábito da leitura? Será que o fato de não conhecermos os principais comandos existentes na Constituição, nas Leis em vigor no país, nas normas da nossa Universidade, do nosso Condomínio, de trânsito, dentre outros, está influenciando ou até causando o descumprimento? Ou, realmente, não gostamos de cumprir regras?
Na minha opinião, na verdade, não é apenas o desconhecimento que tem gerado o descumprimento das regras. De fato, não sei se isso é um traço cultural, porém, temos uma certa resistência ao cumprimento de regras.
Certo dia, ao chegar na universidade para aplicar prova e informar aos alunos que não seria possível destacar do caderno de questões as folhas próprias para o rascunho, fui imediatamente indagado da motivação da proibição, em que pese o edital que disciplina a avaliação estabelecê-la.
Ao indagar um casal amigo que iria para uma festa e ingeririam bebida alcoólica, quem seria o responsável por dirigir, fui questionado se estava tendo blitz na Avenida Roberto Freire.
Outro fato que presencio diariamente, é a conversão a esquerda no sinal da Rua Jaguarari com a Rua Jerônimo Câmara, embora a placa indicativa aponta a proibição.
Nos últimos dias, em decorrência da entrada em vigor da Reforma Trabalhista, vejo pessoas de todas as áreas afirmando que não irão cumprir a nova lei.
Analisando os quatro acontecimentos acima, fácil é perceber que o desrespeito a uma regra, para nós, tende a ser natural. Em algumas situações não nos envergonha, não nos remete medo e, em diversas circunstâncias, não tem nos imposto penalidades.
Daí surgir a ideia de que se houvesse mais rigidez na aplicação de penalidades haveria mais respeito às regras.
Na verdade, nem sempre a rigidez servirá de estímulo ao efetivo cumprimento da regra, no entanto, tenho a certeza que representará para aqueles que cumprem, a certeza de que é melhor fazer o certo, já que aqueles que não fazem deverão sofrer algum tipo de punição.
Portanto, a principal ideia a ser fixada é que, embora culturalmente tenhamos esse traço ou até a fama de não gostarmos de regras, sem elas a vida em sociedade se tornaria um caos, circunstância que remete à conclusão de que, justas ou não, elas precisam ser obedecidas.

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