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Rotina: cair ou sair dela?

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Durante as últimas duas semanas, em razão da necessidade de adiantar algumas tarefas profissionais e acadêmicas, devido a uma curta viagem em família que irei fazer, fui obrigado a mudar um pouco o meu dia a dia. Acordar cedo para correr ou fazer academia, tentar cumprir todos os itens constantes da agenda diária e dormir no máximo às 23h deixaram de integrar a minha jornada diária. Acredito inclusive que, literalmente, mudei a rotina, embora motivado por uma causa específica.
Vencido o citado período, percebi que comecei a sentir falta de alguns itens que integram a minha rotina. Como estava dormindo um pouco mais tarde, não conseguia acordar tão cedo para a corridinha diária. Como não acordava cedo para fazer o exercício que mais gosto, passei a levantar tarde e sentir um pouco de cansaço. Como sentia cansaço, percebi uma certa dificuldade da produção intelectual. Como estava sentindo um pouco de dificuldade para produzir, deixei de cumprir durante duas semanas o compromisso de escrever semanalmente para o blog.
A partir da citada constatação, comecei a imaginar qual conselho poderia transmitir para aquela pessoa que está estressada com as obrigações diárias e não está encontrando a forma de cumpri-las, de modo menos acelerado. Afinal, quem nunca ouviu alguém falando que, caso esteja estressado, tente sair da rotina, que isso certamente ajudará?
Ao definir o termo rotina, o dicionário eletrônico Dicio aponta como o “modo como se realiza alguma coisa, sempre da mesma forma: rotina matinal. Itinerário, caminho habitual, que se faz todos os dias.” Ou seja, é a sequência, a repetição de algum hábito ou costume diário. Uma forma de organizar o dia a dia.
No meu caso, percebi que o fato de sair da rotina gera uma série de alterações na minha vida que, ao invés de ajudar e trazer tranquilidade, fazem estressar. A sensação que tive é que, caso eu não tenha uma rotina definida, com horários certos para tudo, exercícios, trabalho, estudo, aula, família, lazer, leitura de conteúdo não acadêmico nem jurídico, dentre outros, acabo não conseguindo cumprir as obrigações diárias, gerando a ideia de descontrole, o que provoca o estresse.
Ao contrário do que já tinha ouvido falar várias vezes e acredito que até mesmo opinado, no meu caso, para evitar o estresse, tenho que “cair” na rotina, programando o dia completo, de modo que o exercício físico diário seja realizado, a leitura do jornal possa ocorrer, a saída do escritório na sexta com a semana pronta, seja de audiências, prazos, trabalhos acadêmicos e até mesmo o tempo reservado para os compromissos sociais, ocorra de modo obrigatório, deixando espaço inclusive para possíveis surpresas que surgem no dia a dia. Na prática, até mesmo a ideia de fazer algo não habitual deverá ser prevista, cabendo a cada pessoa escolher se isso é entrar ou sair da rotina.
Portanto, faça a sua análise e decida se, no seu caso, o ideal será sair ou cair na rotina.


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